Países que investem no setor crescem mais
Com prática no mercado imobiliário, o consultor Cláudio Abel, buscou em economia uma visão mais abrangente e fundamentada da influência dos cenários econômicos do setor. Em sua explanação, analisa os dados do IBGE de 2000 e 2005 chegando à conclusão de que a desvalorização cambial em 1999 e a taxa de juros (SELIC) impactaram a construção civil. A expansão acumulada do Plano Real, em 1994, até 2001 foi de 7,8%, muito aquém do necessário, seguida de forte retração. Mais recentemente, o seguimento vive um boom, com investimento público e privado, o que contribui para o desenvolvimento do País. A explosão ocorre a partir de 2004, na casa de 97% entre o crescimento do PIB e do setor. Os países que mais investem têm um desempenho econômico melhor.
É notória a contribuição do mercado imobiliário para a formação do produto e renda nacional. Esta representou segundo o autor, 12,5 % da demanda final da economia em 2005, entre as demandas, há o consumo privado, investimentos, gastos do Estado e exportação.
Em 2000, participou com 46 % dos investimentos e, em 2005, com 34 % em relação a toda a economia. Uma referência para o contexto brasileiro é o México. Os investimentos per capita em habitação cresceram na casa de 33 % entre 1995 e 2005 e responderam por 0,5 ponto percentual da taxa de crescimento de 3,62 % do PIB. Esse dado considera o total dos recursos alocados na construção, dividido pela população total.
A economia brasileira cresceu de 1995 a 2005 a uma taxa média de 2,38 %. Os recursos para construção civil tiveram impacto de 0,27 %.
Com ênfase na Coréia do Sul, partindo em 1995, de investimentos per capita e habitação de US$ 308 e chegou a US$ 1.320 em 2005. Nestes 20 anos, os investimentos habitacionais contribuíram com 0,6 ponto percentual do crescimento econômico de 6,6 % ao ano, a maior taxa de expansão do PIB entre 24 países do estudo. Nos EUA a alocação de recursos na habitação representava 6,2 % do PIB em 2005. O investimento habitacional foi responsável por meio ponto percentual.
A construção civil traz efeitos significativos a pelo menos 20 outros setores. Os itens estão incluídos na lista quando a participação é de 5 % ou mais. A área é estratégica na questão do emprego no Brasil precisa agir contra o déficit habitacional.
Para o autor, um dos momentos importantes para a volta do investimento privado ocorreu em 2003, com uma decisão judicial de despejo em São Paulo, cumprindo a Lei de 1997, que mudou o contrato de crédito imobiliário para o regime de alienação fiduciária. Com isso, o inadimplente pode ser retirado do imóvel.
Agora há espaço pra o avanço tecnológico. A construção civil brasileira costuma ser associada com a produção artesanal, figurando como grande geradora de empregos para uma mão-de-obra com baixa qualificação técnica e educacional, implicando em faturamento reduzido. A produtividade por trabalhador é pequena se comparada a outros países analisados.
TRABALHO DE ECONOMIA E MERCADO – FACULDADES SENAC
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