Dessa vez não houve vacilo. O Prefeito José Fogaça sancionou ontem a lei que regula o aproveitamento e a reurbanização da área do porto da Capital. A Lei já havia sido aprovada em dezembro do ano passado na Câmara de Vereadores. Na oportunidade, embora tenha sido autorizado o erguimento de torres comerciais nas extremidades do Cais, a construção de imóveis residenciais foi afastada, aspecto que eu lamentei. Explico: quando acompanhei o arquiteto Daniel Libeskind, envolvido com a revitalização de áreas portuárias em várias cidades do globo, para passear de barco pelo Guaíba a primeira coisa que ele fez questão de sublinhar era que seria difícil manter fluxo constante de pessoas durante o dia e a noite numa área contemplada apenas com equipamentos culturais e prédios comerciais. Imóveis residenciais nas proximidades promovem vivacidade. Bom, mas, nesse particular, talvez alguns prédios antigos na Avenida Mauá possam até ser futuramente adaptados para moradias…
De qualquer forma, é um avanço notável que a proposta finalmente esteja saindo do papel. Discute-se desde 1988 um possível aproveitamento da área. A proposta pode agora atrair investimentos de cerca de 500 milhões de reais para Porto Alegre, desenvolvendo uma área que estava semi-degradada, aspecto que ganha especial relevância às vésperas de uma Copa do Mundo. Há previsão de geração de 10 mil empregos diretos e 20 mil indiretos. Estava na hora de Porto Alegre conseguir atrair grandes projetos urbanísticos!
O grande mérito pelo desfecho positivo cabe a Edemar Tutikian. Foi um incansável articulador e batalhador pela idéia, seguindo confiante nela mesmo quando todos diziam ser uma quimera de impossível efetivação.
0 comentários:
Postar um comentário